sábado, 25 de setembro de 2010

Cidade da Garoa

*
Em uma de minhas viagens
Fui até São Paulo ao pé da serra
Daqui até lah, vishhh, meu Deus
Amassei muita terra
*
E lá chegando
Um dilema me pegou
O que estou fazendo aqui
se mal conheço onde estou?
*
Cidade dos olhares suspeitos
Do povo que anda assustado
Onde todo mundo é suspeito
Ninguém ousa olhar para o lado
*


Se perdido está no tempo e pergunta a hora
Já logo te espreitam antes de dar a informação
Dão aquela olhadela para os lados
Para ter certeza que não é só uma distração
*
Um povo que nada tem
Mas que passa os dias assustado
Caminham rápido pelas ruas, sempre ligeiros
Com medo de ser assaltado
*
Tentei ver alguns amigos que conheci
Que vivem na cidade da imensidão
Só que pra ir até eles
No perigo da noite eu estaria em exposição
*
Axei melhor então
Ficar a sós no meu quarto lugado
Tomar um banho longo
Assistir à tv deitado
*
Porque pensei direito
E cheguei ao seguinte resultado
Se eu fosse me aventurar pela noite
Certamente seria assaltado
*


Ou a algum olha diferente
Nessa cidade de São Paulo intransigente
Deixaria mais alguém na noite assustado
*

=/

2 comentários:

  1. Não sabia do poeta que existi em você, parabéns, são lindos estes poemas!

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